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1. Que tipos de empresa compram os créditos gerados no Programa Conexão Jaguar?

Pessoas físicas ou jurídicas que compensem sua pegada de carbono de forma voluntária, ou como parte de seus programas de sustentabilidade. Adicionalmente, aquelas empresas ou outras entidades responsáveis por pagar o imposto ao carbono, nos casos em que haja opção de não geração do imposto através da compensação de créditos.

2. No Chile, o bosque é diferente dos demais países do Programa. A medição e as áreas dos projetos são as mesmas do que em outros países?

O critério da área está associado ao potencial do projeto para a geração de benefícios climáticos. No entanto, esse potencial não apenas depende da área. No caso dos projetos de conservação de bosques, esta variável está determinada pelo tipo de ecossistema presente na zona do projeto, o grau de ameaça do bosque e a efetividade das atividades realizadas para frear o desmatamento. Por outro lado, para os projetos de reflorestamento, as atividades de manejo, as espécies utilizadas e as características biofísicas das áreas a intervir, são outros elementos relacionados ao potencial do projeto, ademais da área. Em resumo, a análise de cada projeto, independente de sua localização, conjuga todos os elementos mencionados e são avaliados caso a caso.

3. Como é calculada a geração de créditos de um projeto?

É calculado por meio das metodologias já aprovadas e avaliadas pelos padrões de certificação de carbono. Inicialmente são realizados modelos de previsão para estimar a quantidade de biomassa que podem alcançar as plantações no futuro ou o conteúdo de biomassa que contém o bosque que se deseja proteger. Posteriormente, cada vez que um projeto pretenda gerar créditos de carbono, deve realizar seguimentos através de parcelas de biomassa, onde sejam avaliadas variáveis de fácil medição para determinar a quantidade de captura de carbono ou redução de emissões que efetivamente foi alcançada pelo projeto.

4. Quais condições deve incluir a carta de compromisso para se associar entre vários proprietários e designar um líder da comunidade?

Devem estar claramente identificados os proprietários das terras (nome e número de identificação), os prédios que desejam vincular ao projeto (localização e documento de cadastro ou identificação equivalente) e a pessoa que agirá em sua representação (nome e número de identificação). Na declaração deve constar que os proprietários manifestaram sua intenção quanto à forma de participar no projeto e que autorizam ao representante para começar o processo de avaliação do projeto e, eventualmente, de vinculação ao programa.

5. As áreas postuladas no projeto devem estar localizadas no mesmo território?

Não, podem estar localizadas em diferentes lugares, mas sim devem cumprir com umas características comuns como a linha de base, as atividades e práticas de gestão, entre outros aspectos.

6. Que figura deve ser o proponente do projeto?

Os proponentes do projeto podem ser pessoas físicas ou jurídicas, proprietários individuais, agrupados ou coletivos.

7. Os projetos devem estar localizados dentro da área de influência da ISA? Onde podemos ver esta distribuição?

A distribuição pode ser consultada em https://conexionjaguar.org/ na parte do meio da página está o mapa, onde é possível ver o Corredor do Jaguar e a presença da ISA.

8. Quais são as zonas de interesse da ISA?

As zonas de interesse da ISA podem ser consultadas em https://conexionjaguar.org/ na parte do meio da página está o mapa, onde é possível ver o Corredor do Jaguar e a presença da ISA.

9. Qual experiência teve o Programa com o mercado de créditos em outros projetos?

A ISA e suas filiais adquiriram créditos de projetos para a compensação de sua pegada de carbono com o seguimento da South Pole, que é especialista em soluções de sustentabilidade e tem mais de 12 de anos de experiência com mercados de carbono, com mais de 700 projetos desenvolvidos de carbono ao redor do mundo em silvicultura, agricultura, energias renováveis, entre outros.

10. Quais são as áreas mínimas com as quais posso me candidatar?

Para projetos de Reflorestamento (AR) mínimo 500 ha, e para projetos de conservação de bosques (REDD+) mínimo 5.000 ha. No entanto, o critério de área está associado ao potencial do projeto para a geração de benefícios climáticos, e tal potencial não depende apenas da área.

11. Qual é o custo do componente de biodiversidade e por quanto deve ser feito?

É importante esclarecer que o custo do componente de biodiversidade não é um custo que o proponente do projeto pague do seu bolso. Este custo faz parte do apoio de Conexão Jaguar, e está coberto depois pelo retorno de créditos à fidúcia. O componente de biodiversidade requer de uma linha base, a qual é desenvolvida através de Panthera, com um foco no jaguar como espécie guarda-chuva, ou o puma, no caso do Chile. O desenvolvimento da linha base não tem custo fixo, depende das características de cada projeto como a acessibilidade da zona e a metodologia que será aplicada.

12. Por quanto tempo deve ser o apoio à biodiversidade?

O apoio à biodiversidade é de um período de aproximadamente um ano e consiste em três atividades: a análise de conectividade ecológica, a instalação de armadilhas fotográficas, o processamento e análise de dados e um relatório final que descreve os benefícios do projeto para a biodiversidade.

13. Se meu projeto tiver duas tipologias de projetos (ARR e REDD), posso me candidatar com ambos ou tem que ser um só tipo de projeto?

Pode se candidatar como um só projeto, e desde o programa será avaliado qual é a opção mais apropriada para maximizar os benefícios climáticos.

14. Posso me candidatar se na área do meu projeto não houver presença do Jaguar?

Sim, pode se candidatar se não houver registros do jaguar na zona ou se não coincidir com a distribuição do jaguar. No entanto, o objetivo de Conexão Jaguar é conservar e restaurar ecossistemas de floresta em zonas do Corredor Jaguar, e no caso do Chile, em zonas de floresta onde habita o puma. Os projetos que combinam a viabilidade dos créditos de carbono e a localização no corredor jaguar serão priorizados.

15. O projeto postulado deve ter algum estado de avanço?

Não necessariamente. O mais relevante é que o dono do projeto possa demonstrar capacidade técnica, operacional e de gestão para o financiamento das atividades de implementação do projeto.

16. Quanto tempo requer a certificação de um projeto?

Entre 10 e 18 meses, dependendo da informação disponível e do avanço do projeto.

17. Como é definido o valor de comercialização dos créditos de carbono?

O modelo de governança do programa Conexão Jaguar estabelece que a negociação é realizada entre a South Pole e o proponente e é um item de confidencialidade entre as partes, expresso no ERPA.

18. Quem paga o processo de verificação dos créditos?

O custo até a primeira verificação é pago pela ISA e gira em torno de 120 mil reais por projeto. Inclui análise de viabilidade, due diligence, elaboração do PDD, monitoramento, validação e registro.

19. O Programa Conexão Jaguar é responsável pelas verificações posteriores?

A partir da primeira verificação dos créditos, fica a cargo exclusivo do proponente os custos decorrentes das próximas verificações para as novas emissões de créditos. As novas verificações possuem um custo reduzido em relação à primeira.

20. Como serão vendidos os créditos?

A primeira verificação tem cerca de 3 anos, nesse período o proponente tem que vender parte dos créditos para a ISA e suas empresas, quantidade da ISA será negociada pela South Pole no início do projeto. O valor excedente menos créditos vendidos para ISA e os créditos para a fidúcia podem ser comercializados pelo proponente no mercado. As quantidades são acordadas durante o processo de due diligence.

21. Como funciona a Fidúcia?

Na primeira verificação o proponente aporta cerca de 30.000 créditos para o programa, este valor é negociável de acordo com o projeto. Esse crédito é cobrado uma única vez. Os créditos são vendidos pela South Pole e a receita é colocada 100% à disposição do programa para novas verificações. Desta forma o programa torna-se autossustentável.

22. O monitoramento da biodiversidade é realizado pelas câmaras trampas elas se mantem até o final da parceria sem custo do proponente?

Nos 3 anos iniciais, primeiro ciclo, as câmeras são custos do PCJ. Depois o proponente terá que manter esse monitoramento, a alteração do monitoramento pode impactar a revalidação dos créditos para o próximo ciclo.